Prepara o para o teste de Geografia A

?Preparação para o teste de Geografia A – 28 de Maio de 2015
A população: evolução e contrastes regionais
Estruturas e comportamentos sociodemográficos
Estrutura etária da população
Estrutura etária – composição da população por idades.
De 1960 a 2010, ocorreu um processo de duplo envelhecimento da população portuguesa:
– Na base – diminuição da proporção jovem, por efeito da reduçãoda natalidade;
– No topo – aumento da proporção de idosos, devido á redução da mortalidade e consequente prolongamento da esperança média de vida;
Prevê-se que este processo de envelhecimento demográfico continue e se agrave, tornando-se mais evidente na população adulta.
Declínio da fecundidade
A redução da natalidade evidencia-se no declínio de outros indicadores:
– Índice sintético defecundidade – número médio de filhos por cada mulher em idade fértil (15-49 anos) – que, em Portugal, era de 1,4 em 2010 – inferior ao índice sintético de fecundidade (2,1 – valor mínimo do índice de fecundidade para assegurar a substituição de gerações)
– Taxa de fecundidade – número de nados vivos ocorridos num ano, por cada mulher em idade fértil – cuja evolução se caracterizou por uma redução nasclasses mais jovens e por um ligeiro aumento nas classes dos 25 aos 39 anos.
São vários os fatores que explicam a redução da natalidade e da fecundidade:
– Generalização do planeamento familiar e do uso de métodos contracetivos;
– Aumento da taxa de atividade feminina;
– Valorização, cada vez mais, da carreira profissional da mulher;
– Prolongamento da escolaridade obrigatória e dificuldades deinserção na vida ativa;
– Adiamento do casamento e do nascimento do primeiro filho;
– Dificuldade no acesso a habitação espaçosa, sobretudo nos meios urbanos;
– Aumento da exigência e das despesas com a educação dos filhos;
– Agravamento da insegurança no emprego e do desemprego, por efeito da crise económica dos últimos anos.
Envelhecimento demográfico
O alargamento do topo da pirâmide etáriadeve-se ao aumento da esperança média de vida, e ao índice de longevidade – relação entre a população de 75 e mais anos e a de 65 e mais.
Em Portugal, a esperança média de vida á nascença aumentou consideravelmente ao longo do século XX, por efeito da redução da taxa de mortalidade, conseguida pela melhoria das condições de vida, da assistência médica, da proteção social e do nível económico e devida da população. Atualmente, situa-se ao nível da média comunitária.
A maior esperança média de vida feminina reflete-se na pirâmide etária e deve-se á menor exposição da mulher a acidentes de trabalho, á menor incidência de comportamentos de risco e ao maior cuidado com a alimentação e com a saúde.
O declínio da fecundidade e o aumento da esperança média de vida conduziram a um progressivoenvelhecimento da população, evidenciado na evolução do índice de envelhecimento.
Principais assimetrias regionais
– A taxa de natalidade é mais alta nos Açores, no Algarve e na Grande Lisboa e península de Setúbal, apresentando os valores mais baixos em quase todo o interior do país;
– A taxa de mortalidade, pelo contrário, é menor no litoral e mais elevada no interior, onde se destacam oPinhal Interior Norte e Sul, a Beira Interior Norte e Sul, a Serra da Estrela, o Alto e o Baixo Alentejo;
– O índice de envelhecimento é maior nas regiões do interior, onde a elevada proporção de idosos contribui para as baixas taxas de natalidade, dado que este grupo já ultrapassou a idade fértil, e explica os valores mais elevados da taxe de mortalidade.
Estes contrastes regionais resultam, emgrande maioria, do êxodo rural e da emigração, que despovoam o interior, acentuando-se também com a maior fixação de imigrantes nas áreas urbanas do litoral.
Os contrastes na variação regional do índice de envelhecimento estão claramente associados ás diferenças associadas na estrutura etária. Assim, de um modo geral:
– Nas sub-regiões do interior, onde a proporção de idosos é superior á de…