Anos De JK Criticas De Bras Lia

?Anos de JK Criticas de Brasília
No bem-bom do litoral, adversários de JK duvidavam de que ele concluísse a tempo a construção da cidade. Os prazos, porém, foram pontualmenteobservados. Em apenas um ano se fez o Palácio da Alvorada, inaugurado em junho de 1958. Do mesmo ano são o Palácio do Planalto, as duas cuias e os prédios gêmeos do CongressoNacional, a praça dos Três Poderes e edifícios dos ministérios.
Um dos detratores de Brasília, o escritor Gustavo Corção, sacava seu diploma de engenheiro para afirmar que o lagoParanoá nunca encheria, pois o solo era por demais poroso. Até receber um telegrama presidencial: “Encheu, viu?!”.
Duvidou também de que o ermo de Brasília pudesse ser ligado portelefone com o Rio de Janeiro. Quando isso aconteceu, a 17 de abril de 1960, JK mandou discar para a casa de Corção.
Crítico feroz de Juscelino e de Brasília, o economistaEugênio Gudin recusou convite de Israel Pinheiro, para visitar a capital em construção – morreu falando mal da cidade e de seu criador, em 1986.
Menos azedo, um jovem compositorpopular, Juca Chaves, alfinetava JK numa canção que fez sucesso em 1960: “Presidente bossa-nova”, expressamente dedicada “ao muso”. Censores por demais zelosos apressaram-se em proibira música, mas o “muso” não apenas mandou liberá-la como convidou o autor a visitá-lo no palácio. Juca Chaves compareceu de terno – e sem sapatos.
A nova capital dava samba – etambém marchinha: “Vamos pra Brasília”, que animou o Carnaval de 1958, na voz de Jorge Veiga. “Não vou pra Brasília”, retrucava, no mesmo ano, um samba de Billy Blanco, cantadopelo grupo Os Cariocas.
Para JK, cinco anos de mandato foram cinqüenta de brincadeiras e piadas, por vezes ofensivas. Nem por um minuto perdeu o bom humor e a tolerância.